Irmãos e o Feto - O sobrinho Capítulo 6

4 de nov. de 2009

Bati com o martelo na testa dele, na mesma hora meu pai começou a tremer bem forte, como se estivesse tendo um ataque, o sangue escorrendo na testa dele, eu bati com toda minha força, mas a força só não foi maior que meu ódio.
Eu fiquei ali vendo ele sofrer, agonizar até morrer, como ele fez com meus avós. Quando ele estava totalmente imóvel, cheguei perto dele e sussurrei:
-Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

Minha mãe chegou e viu meu pai cheio de sangue no sofá, desacordado e eu ajoelhado no chão perto dele, com o martelo na mão, logo ela percebera o que ali tinha acontecido.
De primeira ela fico apavorada, mas ela não poderia ficar triste, aquele homem acabara com a vida dela, ele foi o motivo de uma vida de dor e tristeza.
Minha mãe me mandou ir ao banheiro e lavar aquele sangue que estava na minha mão enquanto ela iria no quarto dela pegar todo dinheiro que tinha no cofre da casa, fui para o banheiro, minha mãe pegou as chaves do cofre na carteiro do defunto e partiu para o quarto.
Me lavei e fui para o quarto ajuda_la, quando cheguei, a própria estava lendo um papel e parecia estar muito emocionada, logo perguntei o que estava escrito naquele papel e o porquê daquela emoção enquanto lia o papel, euforicamente ela me disse:
- Meu filho, aqui está o do casal que adotara seu irmão.
Ela esperava que eu ficasse surpreso com a notícia, já que não sabia que eu tinha lido o seu diário.
Minha mãe perguntou:
- Você não vai ficar surpreso ?
eu respondi:
- Eu li seu diário...
Ela disse que não queria que eu soubesse disso pra não sofrer como ela sofreu, veio até mim, fez carinho na minha cabeça e disse:
- Meu filho, isso mesmo, meu filho, eu te amo...
Quanto tempo eu esperava por isso, eu nunca me senti tão feliz, minha mãe finalmente me aceitara, pela primeira vez chorei de felicidade...
Enfim, pegamos nossas coisas e viajamos para Minas Gerais, onde estava meu irmão, segundo aquele bilhete.
Nós tivemos uma decepção muito grande quando chegamos ao local, os pais adotivos do meu irmão, nos anunciaram a morte dele aos 8 anos, devido a um câncer no cérebro. Foi uma fatalidade o que aconteceu, minha mãe ficou muito triste, mas não ficou mais do que os pais adotivos, enquanto mostravam as fotos do meu irmão, as sinceras lágrimas de um pai e uma mãe amorosos, desciam sem fim...
Saímos de lá com algumas fotos do meu irmão, os pais tão gentis que eram não se importaram de doar algumas, para a mãe que foi privada de criar o filho.
Meu irmão morreu mas nós estávamos vivos, a vida tinha que continuar...
Eu e minha mãe vinhemos fugidos para a casa da tia Lurdes no Rio Grande do Sul, ela é irmã da minha falecida avó, eu nem sabia que ela existia. Minha mãe se emocionou quando chegamos na rua humilde da casa da minha tinha, ela tinha lembranças muito boas, era do tempo em que meu pai ou tio, os dois ao mesmo, tempo era uma boa pessoa.
Minha mãe está muito feliz, o homem com quem ela se relacionava enquanto era casada com meu pai veio nos encontrar aqui, ela me apresentou e eu tive que aceitar o relacionamento , minha mãe tinha que ser feliz, agora eu vou parar de escrever porque a Sandrinha tá me chamando no portão, ah pra quem não sabe, eu conheci uma menina na nova escola, ela é muito legal e me ama, que é o mais importante, e eu também a amo muito, ih minha mãe e meu padrasto chegaram também, acho que hoje vai ser mais um belo almoço em família, daqueles que termina em jogo de baralho e muitas gargalhadas. Eu sei que derramamos muitas lágrimas, tivemos muitos momentos de tristeza, mas graças a Deus demos a volta por cima, e agora estamos muito felizes...
- Espera mãe já estou indo...



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