é a vida...

4 de fev de 2011



Meus olhos estão quentes e inchados pois, amanhã terei alguns motivos à menos para acordar. Depois de tanto tempo secas, brotaram no chão dos meus olhos, lágrimas de dor, revolta , frustração, desespero ... Eu fui pouca importância pra quem eu tinha/tenho tanto apreço. Depois do abandono, só me resta o arrependimento, a minha impulsividade entrou em constante harmonia com o meu orgulho e com a minha vontade de parar de sofrer e agora, está feito , não posso voltar atrás. Não correrias atrás de mim, pois agora sim, sei a importância que me resta em cada um... Em toda a minha trajetória sei que a razão me dava a mão, mas no fim a emoção me puxava pela outra! O que farei ? O que serei ? Pra quê servia ? Será que sim ? Será que não ? Tantas dúvidas e as mais duras respostas...

Peço-te

16 de jan de 2011







Peço-te que me compreendas !


Quando meu lado filosófico e poético tiverem em pleno estado de euforia,


quando eu for opinião fálida mesmo que forte .


Meu mundo me permite, uma méra auto-confiança,


mesmo que seja dentro do meu cazúlo, eu preciso voar,


mesmo que seja sem ser amado eu preciso amar,


mesmo que seja brincadeiras do acaso eu preciso conquistar.


Quando não restar mais batimentos no meu peito, peço que '' rápte-me, cápte-me , sápte-me coração '' ...


Meu mundo vem caindo aos poucos,


na medida em que minhas convicções se transformam em pétalas, desgrudadas da flor.


Quando eu for indecisão, peço-te que me transforme em impulsividade,


quando não me restar mais pudor, peço-te que me lave pois serei esgoto à céu aberto !


Por fim, me jogue águas de algum rio na testa e me fale palavras santas e, enfim serei paz !

Auto-suficiente

31 de dez de 2010

Poderia começar dizendo,

se não tivesse começado sentindo um angustiante aperto no peito.

Haja base, para que esconda eternamente a face da verdade,

haja batom para que esconda completamente um sorriso sínico.

Você me ofereceu coração enquanto, no seu peito só restava vazio ,

você se ofereceu à mim intereimente enquanto, de você só restava caquinhos.

Esse capítulo é repetido e, não vou vê-lo novamente,

protagonizarei novamente... não mais !

Talvez um dia você veja que suas convicções não te fazem auto-sufiente o bastante e,

que algo te faz falta.

O que você tem de melhor não reflete num espelho,

é até pouco visível e o que você tem de pior aparece para ferir e, o pior de tudo para viciar.

Meu bom-senso demorou para captar sua malícia mas, que culpa tenho eu se,

algo desconhecido em ti fez efeito em mim. Talvez eu só fui lenço pra ti,

quando seus olhos se encontravam lacrimejados,

talvez eu fui calor pra ti enquanto, o frio só fazia piorar sua solidão.

O lamento não será meu passa-tempo pois sei que antes de você,

os mínimos detalhes já me traziam alegria e hoje há vários ombros para dias chuvosos e,

vários corações em que me vejo dentro.

Não terás mais o que esconder de mim pois,

em mim não encontrará mais você ,

encontrará o mínimo para você. Boa Sorte !

Casca

15 de mar de 2010


A noite demorava pra dormir e o sol não conseguia acordar.

Minha visão era embaçada e minha mente não estava tão sóbria.
Eu só via uma menina atrás da porta, ela estava tão amedrontada as vezes tinha um surto e se defendia do vazio, do invisível.
Aquela menina estava tão só, os pés dela sangravam mas eu não via feridas, os olhos dela me pediam socorro, mas eu me sentia de mãos atadas pois meu corpo já não era sólido e eu ali era apenas mais uma das coisas que não se podia tocar. Aquela menina estava inquieta, ela se balançava de trás para frente, se contorcia como se os músculos tivessem se dilatando.
Aquela menina chorava muito, ela chorava mas parecia que não tinha mais lágrima para lubrificar aqueles olhos grandes e doloridos.
O rostinho dela era tão sujo e seus medos e temores escorregavam face à baixo.
Eu tinha dó, eu tinha medo, tinha compaixão e era só, pois isso era tudo o que estava ao meu alcance, e de repente eu a via cair sugada por um abismo, foi quando finalmente consegui me mover e fui correndo salvar a pobre menina, mas quando cheguei na beira do abismo e segurei a mão dela, estava tão gelada e flácida, a mão dela se desfez dentro da minha e lá embaixo o mistério gargalhava, dava risadas cínicas, maléficas, agudas. E aquilo me dava uma agonia tão grande, que minha sanidade atrofiou e meu coração entrou em êxtase e explodiu dentro de mim.
E os pedaços corriam pelas veias que se engasgavam e me faziam falecer em pé, de olhos abertos e não morrer. Tirando o meu sólido e minha sanidade, o resto estava intacto...


Às vezes a casca pode ser de uma criança, um ser frágil, porém....

Ponto final

10 de mar de 2010


Você sempre tentado apagar o ponto final que coloquei no roteiro do seu personagem dentro da minha história. Como queres passar a borracha num fim, se não tens imaginação nem para escrever a sua própria história. Será que não tens visão de um futuro próprio, cansei de ser o tema dos seus textos, cansei de ser o título das suas redações, não pense que vou deixa_la me fazer de vilão por mais vezes dentro do seu drama. Você sempre tentou me ferir, porém eu sempre estive intacto. Como queres ferir alguém se não tens forças para curar suas próprias feridas. Depois de tanto tempo você ainda não consegui ver que a vida é tão curta pra gente viver andando sobre a sombra dos outros. Eu não quero te ver mau, mas também não quero te ver bem, a verdade é que eu simplesmente não quero te ver. Você sempre me atacou primeiro, depois se fazia de vítima diante das minhas palavras duras e difíceis de digerir. Todos em minha volta sabem que meu calo é sensível demais, e você apenas não pisou nele, mas o fez sangrar. Minha perna tremia de dor e eu agonizava com o rancor que penetrava meu coração lentamente. Dissestes que eu não sei amar, é que meu coração tem vida própria, e eu apenas faço o que ele manda. Eu não vou te dar adeus, pois da minha boca já ouvistes tal palavra, apenas peço que respeite minha vontade.